"Aprendi desde cedo que um homem bêbado e um homem apaixonado são mais ou menos a mesma coisa (Gajas também estão incluídas!!). Ganha-se uma cor rosada nas bochechas tão facilmente com uma garrafa de vinho (Leia-se uma garrafa de Joi.. De preferência com outra coisa que não laranja nhaca ou com um Pando ou lá o que era ou mesmo uma caipirosca daquelas.. =$ ) como com a presença duma mulher de quem gostamos (Ou será de um Pateta qualquer que vai meter os pés pelas mãos conosco e muuuuuuito em breve). Além disso, tal como quando está ébrio, também um homem apaixonado tem dificuldades em articular palavras (Ok, aí está uma coisa de que as mulheres, regra geral não sofrem... Estão sempre a dizer que falamos pelos cotovelos.. Não entendo porquê mas pronto...) e, quando finalmente as articula, é só para dizer asneiras (Também não sofremos disto! Estamos seeeempre certas, Às vezes só nos adiantamos à verdade!) .Uma paixão prolongada é, por isso, uma espécie de bebedeira descomunal (Ou burrice pura e dura), em que um simples convite para jantar se pode transformar numa tarefa tão difícil quanto uma escalada ao Everest, ou mais ainda (Uma cena dolorosa tipo, ir às compras e não encontrar nada de jeito ao fim de 4h de Shopping). É que se chegando ao cume do Everest a única coisa que nos pode acontecer é ter que descer outra vez, ao convidar uma mulher para jantar arriscamo-nos a que ela nos responda com um redondo 'não', e aí já não há nada para descer ou subir (Pior é ser "Sim, aceito" e depois a conversa ser tão entusiasmante como uma mensagem em branco). Apenas uma bebedeira para tentar curar (Mais uma!!). Aconteceu-me uma vez, na fase outonal da minha adolescência, andar uma semana a preparar um convite para um jantar. Primeiro juntei algum dinheiro do trabalho que fazia normalmente nas férias ao dinheiro de uma ou duas semanadas, depois procurei-a no café onde normalmente a via a beber martini bianco. E não imaginam como eu gostava de a ver a beber martini bianco. Cumprimentei-a com dois beijos na face daqueles que ficam a esvoaçar à nossa volta durante uma hora ou duas, depois sentei-me e pedi uma cerveja e finalmente ganhei alguma coragem: "Queres... hum... eu estava a pensar... hum... um dia destes acho que vou jantar, percebes?" (Quem não sofreu já destes.. hum.. errr... poiss.. coiso... VERBALIZEM PAH!!! MARICAS!!! Mas.. Olha... ). Ela olhou para mim com aquele ar de rapariguinha do shopping e respondeu-me: "Um dia destes? Eu janto todos os dias". Acabei a minha cerveja em silêncio e nunca cheguei a jantar com ela. Fui ansiosamente curando a bebedeira como pude, com amigos e o passar do tempo.Ainda hoje acho que cada paixão não recíproca que temos é uma bebedeira que precisamos de curar... só que tal como nas bebedeiras de álcool, curamos uma para nos metermos noutra algum tempo depois... (Há que insistir até acertar!! NOT)"Sendo que é 6ª a noite, só tenho uma coisa a acrescentar..."Vamos p'ró bairro?
;P
Acho que não preciso dizer do que estamos TODOS a precisar
=$ =$
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